Município de Almodôvar

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Almodôvar cria Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Silvestres Mediterrânicos

O concelho de Almodôvar vai criar um Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Silvestres Mediterrânicos, anunciou a Câmara Municipal, que lidera o projecto, onde estabeleceu uma parceria com os municípios de Barrancos, Loulé, Ourique, Silves e São Brás de Alportel.
A candidatura do projecto apresentada pela autarquia almodovarense foi uma das 29 (num total de 65 a nível nacional) que mereceu pré-aprovação no âmbito do Programa de Valorização dos Recursos Endógenos (Provere).
Além das autarquias referidas, a Câmara de Almodôvar contou com a parceria de quatro associações de desenvolvimento local (Mértola, Barranquenha, In Loco e Esdime). O Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Baixo Alentejo (CEBAL), o Instituto Nacional de Recursos Biológicos e a Universidade do Algarve também cooperam no projecto que conta ainda com parcerias de associações empresariais e empresas.
O futuro Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Silvestres Mediterrânicos pretende funcionar como “um pólo de dinamização do meio rural, apostando na investigação aplicada e na transferência de conhecimentos entre a comunidade cientifica e os produtores, através de actividades de experimentação/investigação, formação, demonstração prática e extensão rural”. Ao mesmo tempo, segundo adiantou ao “CA” uma fonte da Câmara de Almodôvar, pretende também “actuar ao nível da organização da oferta no apoio ao empreendedorismo”.
Através de várias acções que serão concretizadas no futuro, este Centro de Excelência deverá “definir um modelo de desenvolvimento económico sustentável, capaz de alterar a imagem de baixa densidade tradicionalmente associada a este tipo de territórios”. Este trabalho, adianta a mesma fonte, “poderá traduzir-se em resultados tão positivos como a criação de novos negócios” baseados na transformação agro-industrial dos recursos silvestres, a criação de emprego qualificados, o aumento da atractividade do território, a modernização das actividades tradicionais com base em novas aplicações tecnológicas e, conclui, “até na diversificação da produção e consecutivo aumento do rendimento dos produtores”.